As centrais sindicais, Cunha e a terceirização


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As centrais sindicais brigam com o governo por causa das medidas que mexem na legislação trabalhista, mas o maior medo dessas entidades tem a ver com o que pode acontecer no Congresso

As centrais sindicais brigam com o governo por causa das medidas que mexem na legislação trabalhista, mas o maior medo dessas entidades tem a ver com o que pode acontecer no Congresso. Na avaliação dos sindicalistas, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), vai aproveitar a discussão aberta com a apresentação do pacote trabalhista e agir para facilitar a contratação de funcionários como pessoa jurídica. Esse tipo de terceirização de mão de obra é defendido por amplos setores do empresariado.

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A conta chegou


Depois de vir a público prometer a redução das tarifas de energia, governo volta atrás e luz deve subir até 45%

A mensagem da presidente Dilma Rousseff não poderia ter sido mais clara. “Os investimentos que fizemos permitem ao Brasil superar as dificuldades momentâneas, mantendo a política de tarifas baixas”, disse ela em 2014, sobre o preço final da energia para o consumidor. Meses antes, em cadeia nacional de rádio e TV, Dilma preconizava a vitória de seu governo nessa área. “O Brasil tem e terá energia mais que suficiente para o presente e para o futuro, sem nenhum risco de racionamento”, anunciou. Em mensagem anterior, a presidente repetia o mantra: “A partir de agora, a conta de luz das famílias brasileiras vai ficar 18% mais barata”, dizia Dilma. “O Brasil, que já é uma potência energética, passa a viver uma situação ainda mais especial no setor elétrico.” Enquanto a presidente entoava sua cantilena e incentivava o consumo, as usinas térmicas, cuja produção é mais cara, começavam a ser acionadas para suprir a crescente demanda. Mas elas não deram conta de tudo. Resultado: não só houve racionamento como o custo da energia disparou – o oposto, portanto, de tudo que a chefe da nação tinha prometido. Na terça-feira 3, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou um reajuste salgado para seis distribuidoras de energia. A conta de luz dos consumidores atendidos por elas – a maioria da região Sudeste do País – vai ficar de 18,6% a 45,7% mais cara. Continuar lendo

Professores e funcionários aprovam greve na rede estadual


Mariana Rudek/Gazeta do Povo / Em assembleia, professores decidem, por unanimidade, entrar em greve a partir de segunda-feira 

Em assembleia, professores decidem, por unanimidade, entrar em greve a partir de segunda-feira

Professores e funcionários da rede estadual de ensino do Paraná aprovaram por unanimidade, na manhã deste sábado (7), a deflagração de uma greve por tempo indeterminado. Com isso, os docentes não irão às salas já na próxima segunda-feira (9), quando começaria o ano letivo. Mais de 2,1 mil escolas ficarão sem aulas, afetando os 950 mil alunos matriculados na rede.

“A paralisação foi definida por conta do caos que se instalou com os cortes promovidos pelo governo do estado e com a proposta de suprimir direitos dos professores, conquistados historicamente”, disse Luiz Fernando Rodrigues, diretor de comunicação da APP-Sindicato, que representa a categoria. A assembleia foi realizada em Guarapuava, com a participação de cerca de cinco mil servidores da educação.

Entenda o que motivou a crise da educação: Continuar lendo

Petição eletrônica contra doações de empresas em eleições ultrapassa 150 mil assinaturas


gilmar mendes
Assine a petição eletrônica pelo site:
 http://migre.me/ovXkQ

A petição eletrônica “Vamos acabar com o gene da corrupção”, criada para impedir doações de empresas em campanhas eleitorais, passou de 150 mil assinaturas em apenas uma semana. O abaixo assinado quer que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes libere ação que permite apenas às pessoas físicas realizar doações eleitorais.

O texto na mão do ministro é a Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4.650, escrito pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O pedido de vista (mais tempo para a análise do processo) feito por Mendes atrasou em mais de 11 meses o julgamento. Com o documento retido nas mãos de apenas um integrante, vários brasileiros decidiram participar da decisão com a assinatura da petição pela internet.

“Ao permitir que essa ação retome seu curso, Vossa Excelência respeitará não apenas o voto da maioria dos ministros do STF que já se posicionou sobre a matéria, mas principalmente os cidadãos que depositam esperança nessa correção da interpretação da Constituição do Brasil”, diz o pedido ao ministro na descrição da petição.
Até agora, vários integrantes do STF já votaram pelo fim das doações de empresas, como o ex-presidente da Corte, Joaquim Barbosa, e o atual presidente, Ricardo Lewandowski. Os ministros Luiz Fux (relator do processo), Marco Aurélio Mello, Dias Toffolli e Luís Roberto Barroso também estão a favor.

Inicialmente, o Conselho Federal da OAB havia entrado com o pedido de proibição em 2011, sob o argumento de que “pessoas jurídicas não são cidadãos e por isso não possuem a legítima pretensão de participarem do processo político-eleitoral”. Continuar lendo