Após reações de centrais sindicais e apresentação de 600 emendas, Sibá Machado sinaliza diálogo com lideranças para buscar acordo

Dida Sampaio/Estadão

­ O líder do PT na Câmara dos Deputados, Sibá Machado (AC), admitiu nesta terça­-feira, 10, que o texto das Medidas Provisórias (MP) que trazem mudanças na legislação trabalhista não serão aprovadas como vieram do Executivo.

O petista lembrou que mais de 600 emendas já foram apresentadas pelas bancadas e que é preciso buscar um consenso para definir quais são as prioridades que devem ser introduzidas nas propostas. “Com 600 emendas, é claro que ele jamais será aprovado em sua origem. Algumas mudanças irão acontecer”, declarou Sibá Machado, após a reunião de líderes da base governista na Casa.

O petista afirmou que ainda é preciso conversar e buscar um acordo sobre as prioridades. Ele descartou a possibilidade de retirada das propostas pelo Palácio do Planalto, como querem algumas entidades sindicais. No dia 29 de dezembro, o Palácio do Planalto comunicou mudanças que alteram as regras para concessão de abono salarial, seguro-desemprego, pensão por morte e auxílio-­doença, tornando mais rígido o acesso a benefícios trabalhistas.

A expectativa do governo é de economizar cerca de R$ 18 bilhões por ano.

Essa cifra, contudo, está superestimada em pelo menos 40%.

No fim de janeiro, em meio às críticas de centrais sindicais, da oposição e até mesmo de aliados, o ministro­-chefe da Secretaria­ Geral da Presidência da República, Miguel Rossetto, afirmou que o nas alterações propostas. Segundo o líder, o espírito essencial das medidas ­ que é o de promover ajustes econômicos ­ não será alterado, mas ele concordou que é preciso preservar os direitos dos trabalhadores.

Na avaliação de Sibá, é possível aprovar o texto principal e votar algumas emendas consideradas indispensáveis. “Não tem como (sair igual ao texto que chegou)”, reforçou. Sibá afirmou que é preciso corrigir casos de “aberrações” no uso de alguns benefícios e citou o uso indevido do seguro defeso, onde de acordo com ele houve situações de “farra do boi”.

Outro exemplo mencionado por ele foi de casos de acordo entre o empregado e o contratante para a liberação do seguro­-desemprego. “Essas coisas têm de ser corrigidas”, emendou.

via Líder do PT admite que pacote trabalhista de Dilma será alterado no Congresso – Política – Estadão.

Líder do PT admite que pacote trabalhista de Dilma será alterado no Congresso

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