Efeito Lava Jato: processo contra a OAS respinga no Santander

Credores da empreiteira querem receber ganhos referentes a títulos que já venceram; OAS, contudo, só pagou o banco espanhol

Ana Clara Costa

Agentes da PF e da Receita Federal em frente ao prédio onde fica o escritório da OAS em SP

Agentes da PF e da Receita Federal em frente ao 
prédio onde fica o escritório da OAS em SP 
(Luiz Carlos Murauskas/Folhapress)

Em situação delicadíssima desde que foi tragada pela Operação Lava Jato, a empreiteira OAS é alvo de dezenas de ações na Justiça movidas por credores que desejam receber valores, mas têm levado sucessivos calotes. Uma delas respinga sobre o banco Santander, que pode ser obrigado a arcar com 106 milhões de reais em títulos da empreiteira detidos por investidores institucionais, como os bancos Credit Suisse e JP Morgan.

No processo, os investidores, representados pela Pentágono Distribuidora de Valores Mobiliários (DTVM), relatam que a empreiteira deixou de honrar os pagamentos de debêntures — títulos emitidos por empresas que querem se capitalizar sem precisar recorrer à Bolsa de Valores — que venciam em janeiro deste ano. Uma única instituição se salvou: o banco Santander.

O Santander também era detentor de debêntures da OAS. No total, contava com 940 milhões de reais em títulos — alguns deles com vencimento distante, em 2018. Com mais de um 1 bilhão de rais em caixa no começo do ano, a construtora optou por saldar integralmente sua dívida com o banco. Isso irritou o grupo de investidores cujos papeis, somados, alcançavam pouco mais de 100 milhões de reais. Em 30 de janeiro, por meio da Pentágono, e capitaneados pelo Credit Suisse, eles executaram a dívida e arrolaram o Santander como devedor solidário.

via Efeito Lava Jato: processo contra a OAS respinga no Santander – Economia – Notícia – VEJA.com.

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