Expectativa com ‘lista do petrolão’ causa tensão no Congresso


Procurador-geral da República, Rodrigo Janot, coordena trabalhos para concluir relação de políticos envolvidos no esquema de corrupção na Petrobras

Rodrigo Janot e mais oito procuradores tentam concluir trabalhos para que o material chegue ao STF e STJ

Rodrigo Janot e mais oito procuradores tentam 
concluir trabalhos para que o material chegue 
ao STF e STJ  (Fellipe Sampaio/SCO/STF /Divulgação)

Os dias que antecedem a apresentação dos inquéritos contra políticos citados no esquema de corrupção da Petrobras foram de trabalho para acusadores – a Procuradoria-Geral da República – e tensão para os parlamentares no Congresso Nacional. Neste fim de semana, procuradores da República que elaboraram as peças contra autoridades citadas na Lava Jato se dedicam a reler todo material, elaborado com base nas delações do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa. Continuar lendo

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MPF adverte que acordos de leniência podem prejudicar interesse público


Procuradoria diz que não se opõe à prática, mas reforça que principal preocupação deve ser com consequências econômicas e sociais da corrupção

O Procurador Geral da República, Rodrigo Janot concede coletiva de imprensa, em Curitiba (PR), sobre os indiciados na Operação Lava Jato - 11/12/2014

O Procurador Geral da República, Rodrigo 
Janot(Vagner Rosario/Futura Press)

O Ministério Público Federal (MPF) reconheceu a competência da Controladoria-Geral da União (CGU) para realizar acordos de leniência (que permitem o infrator colaborar nas investigações), mas advertiu que esse tipo de acordo pode ser prejudicial ao interesse público, dependendo da forma como ele for celebrado. Em nota divulgada neste domingo, o MPF defende que acordos de leniência, assim como acordos de colaboração (delação premiada), só podem ser celebrados quando houver três requisitos básicos: reconhecimento de culpa; ressarcimento, ainda que parcial do dano; e indicação de fatos e provas novos. Continuar lendo

Um presente para Eike, parcelamento em quarenta anos


A Caixa Econômica Federal deu um prêmio para Eike Batista: o banco federal entrou, sem necessidade, no processo de recuperação judicial do estaleiro OSX para reaver 1,1 bilhão de reais.

A Caixa, segundo a Lei de Falências, deveria estar blindada porque o pagamento do financiamento estava garantido pela alienação fiduciária de bens da OSX, suficiente para cobrir quase duas vezes o valor da dívida.

Agora, a Caixa vai receber o dinheiro de volta parcelado em quarenta anos – um belo negócio. Toda operação na Caixa foi tocada pelo diretor jurídico Jailton Zanon, indicado por Ricardo Berzoini.

via Um presente para Eike | Radar on-line – Lauro Jardim – VEJA.com.