Manifestações contra o governo reúnem milhares de pessoas em todo o País

Grupos com propósitos e ideologias distintas – todos descontentes com a administração federal – estão nas ruas neste domingo

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Manifestação em Curitiba, Praça Santos Andrade

Satisfação com políticos anda em baixa no Paraná

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Manifestação em Brasília
 Os protestos contra o governo Dilma Rousseff (PT) tomam conta do País neste domingo. Grupos com propósitos e ideologias distintas – alguns defendem o impeachment da presidente, enquanto outros se mostram contrários a isso – e cidadãos sem qualquer ligação com movimentos políticos estão nas ruas das principais cidades brasileiras.

Apesar de alguns poucos incidentes de agressão, as manifestações ocorrem de maneira pacífica. Confira:

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São Paulo Manifestantes já fecham a Avenida Paulista

Sentido Consolação, entre a Rua Augusta e Alameda Campinas, em protesto contra o governo da presidente Dilma Rousseff. A maior concentração de pessoas acontece em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp).

A maioria dos manifestantes veste camisa do Brasil e carrega faixas pedindo o impeachment de Dilma. Apesar do protesto, o trânsito nas proximidades flui bem. A Polícia Militar e os organizadores da manifestação ainda não divulgaram números do público presente. O tempo é chuvoso.

Com o ato está marcado para as 14h, muitos manifestantes aproveitaram para almoçar antes perto da Avenida Paulista. Vários pintaram de verde e amarelo o restaurante Spot, na Alameda Ministro Rocha Azevedo – ao lado da Paulista. O prato de maior sucesso é o penne com melão e presunto cru, de R$ 60.

Cerca de 3,5 mil pessoas protestaram contra o PT e a presidente Dilma Rousseff em Campinas, segundo a Guarda Municipal. A maioria das pessoas vestia verde, amarelo, azul e branco e carregava a bandeira brasileira. Por volta das 11h, a multidão cantou o hino nacional e partiu em caminhada pelas ruas do centro da cidade. Havia diversos cartazes contra a presidente e o partido dos trabalhadores. Quando uma pessoa usou o microfone de um carro de som para fazer alusão a um golpe militar, foi vaiada pelo público presente.

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Rio de Janeiro, na Praia de Copacabana, na zona sul do Rio, neste domingo (15)

Foi encerrada antes da hora a passeata contra a presidente Dilma Rousseff . Os organizadores haviam informado que iriam até o hotel Copacabana Palace, na esquina da Rua Rodolfo Dantas, mas terminaram de caminhar sete quarteirões antes, na altura da Rua Santa Clara.O publicitário Hermes Gomes, de 33 anos, da União contra a Corrupção no Brasil, disse que a decisão foi por conta do sol forte e do horário da segunda manifestação do dia, na Candelária, no centro do Rio, às 14h.

“Ficou muito tarde, está quente demais, o pessoal precisa de tempo para descansar e se alimentar. A gente se surpreendeu, por ser a primeira manifestação, achamos que vinha a metade das pessoas que confirmaram presença no Facebook, ou seja, 25 mil. E a Polícia Militar afirmou terem sido 100 mil”, disse Gomes.

Oficialmente, o dado da Polícia Militar ainda não foi divulgado. Policiais que acompanharam a manifestação endossam o cálculo de 100 mil manifestantes. A última estimativa da PM, divulgada no fim da manhã, era de 15 mil manifestantes.

Mais cedo, na zona sul do Rio, além da pista da Avenida Atlântica em direção ao centro, a passeata contra a presidente Dilma Rousseff ocupou no início da tarde deste domingo também o calçadão da praia de Copacabana e parte da pista em direção a Ipanema.

Os cartazes pediam desde intervenção militar à saída do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), taxado de “corrupto” em palavras de ordem. Os líderes do movimento do alto do carro de som gritaram que não querem “terceiro turno, somente a saída de Dilma”.

Os manifestantes, em sua maioria, ao serem entrevistados pela reportagem, declaram ter votado em Aécio Neves (PSDB). A professora Fernanda Melo, de 34 anos, grávida de nove meses e com cesariana marcada para a semana que vem, foi uma das participantes. “Eu vim porque era uma oportunidade única para se livrar dos bandidos do Brasil. Quero a Dilma fora e não me importa quem vá governar”, declarou Fernanda.

A fisioterapeuta Paula Rocha, de 39 anos, se disse “100% a favor da intervenção militar”. “Quero a Dilma deposta a qualquer custo, qualquer meio”, afirmou.

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 Distrito Federal, ao menos 45 mil pessoas se reuniram em um protesto na região da Esplanada dos Ministérios e caminharam em direção ao Congresso Nacional, em Brasília.
A maioria veste camisas com as cores da bandeira do Brasil e grita palavras de ordem como “Fora, Dilma”. O protesto é pacífico e as cobranças são variadas. A maioria protesta contra a corrupção e em apoio às investigações da Operação Lava Jato e ao juiz que conduz o processo, Sérgio Moro. Algumas pessoas vestiamm camisetas com frases como “Fora, Dilma” e pediamm o impeachment da presidente da República. Outros manifestantes fardados querem uma intervenção militar.

A manifestação em Brasília também fez críticas ao tarifaço de energia elétrica promovido pelo governo no começo deste ano. Em um dos carros de som do protesto, em meio a bandeiras da Força Sindical, havia uma faixa com as frases: “Dilma, não cobre pela luz do sol”. No mesmo carro de som, os manifestantes gritavam palavras de ordem contra o chamado “realismo tarifário”. Desde o início do ano, a conta de luz da maioria dos brasileiros subiu mais de 20%, em média.

Integrantes do movimento estimam que 100 mil pessoas participaram da manifestação. Havia um cordão de isolamento que impedia que as pessoas invadissem as cúpulas do Senado e da Câmara, como ocorreu durante as manifestações em junho de 2013. Também não era possível chegar ao Palácio do Planalto, onde a presidente despacha durante a semana, e ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde serão julgados os políticos com foro privilegiado envolvidos nos processos da Operação Lava Jato.

Como último ato do protesto contra o governo, os manifestantes que ainda estavam na Esplanada dos Ministérios às 13h30 jogaram três mil rosas brancas no espelho d´água que fica em frente ao Congresso Nacional. Segundo um dos organizadores do movimento, as rosas brancas simbolizam o caráter pacífico das manifestações deste domingo. Alguns dos policiais militares que faziam o cordão de isolamento do Congresso também receberam flores dos manifestantes. Muitos ainda gritavam “Fora Dilma” e “Fora PT”, “Fora PT, leva Dilma com você”. Também cantavam “Eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”. A organização do movimento informou por meio do carro de som que o acordo feito com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal é que a manifestação deveria ser encerrada início da tarde, e que qualquer tipo de ato isolado depois disso não teria respaldo da Polícia Militar. Por isso, os líderes do protesto orientaram as pessoas a voltarem para suas casas e evitarem qualquer tipo de confronto.

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 Minas Gerais, Cerca de 24 mil de pessoas, segundo a Polícia Militar, ocuparam a Praça da Liberdade, em Belo Horizonte (MG), para protestar contra o governo federal neste domingo (15).
A maioria vestia camisetas verde e amarelas em alusão à bandeira do Brasil, com apitos e panelas. Haviavárias crianças, idosos e famílias em volta do coreto da praça.
Com um carro de som, manifestantes diziam que este domingo era o segundo grito de independência do País. “Não vamos pintar a bandeira do País de vermelho”, gritavam. Há pouco, cantaram o Hino Nacional. Depois, disseram um coro: “1, 2, 3, 4, 5, mil. Ou para a roubalheira ou paramos o Brasil”. Também tocavam as músicas “Vem pra rua”, de O Rappa, e “Que país é esse?”, da Legião Urbana.
Ainda segundo a PM, 15 mil homens fizeram o policiamento durante a manifestação, com efetivo também na Praça Sete, no Centro. Além disso, helicópteros sobrevoavam a Praça da Liberdade.

Embora o ato não tenha cunho político, houve autoridades mineiras presentes. O deputado estadual João Leite (PSDB) veio com a família, mas disse que apareceu por vontade própria. “Estou aqui para me juntar na indignação do povo com o governo em não cumprir as promessas de campanha”, declarou.

No começo da tarde, os manifestantes começaram a se dispersar. Alguns grupos se dirigiram à Praça da Savassi, região centro-sul, e outros para a Praça Sete de Setembro, no centro da cidade. A PM não registrou nenhuma ocorrência.

Bahia
A primeira manifestação contra o governo de Dilma Rousseff programada para este domingo em Salvador reuniu famílias nos arredores de um dos mais conhecidos cartões-postais da cidade, o Farol da Barra. Marcado para ter início às 9h30, o ato foi iniciado sob chuva, com a participação de cerca de mil pessoas, dispersas pelo entorno da construção histórica.
Apesar de a Polícia Militar não ter elaborado um esquema de segurança específico para o evento, grupos de três e cinco policiais são vistos circulando entre os manifestantes. De acordo com um deles, há cerca de 80 policiais na região. O movimento, porém, é pacífico e reúne muitos idosos e crianças. O advogado Carlos Augusto Costa, de 62 anos, por exemplo, levou para a manifestação a mulher, os três filhos – dois deles com as mulheres – e os dois netos, um menino de 8 e uma menina de 5 anos. “Minha mãe (de 84 anos) só não veio porque está com dificuldade para andar”, diz. “É importante envolver a família nesse tipo de manifestação, incentivar a cidadania, sobretudo para as crianças e os jovens. É bom saber desde cedo que é preciso cobrar os direitos.”
Como Costa, que foi para o protesto com uma camisa da seleção brasileira de futebol, a maioria dos participantes veste roupas com as cores da bandeira nacional. Muitos levaram apitos e bandeiras para o evento. As palavras de ordem mais repetidas são “fora PT” e “fora Dilma” e uma fanfarra anima os manifestantes. O protesto da manhã foi convocado pelo Movimento Brasil Livre. À tarde, está previsto um novo ato, para o mesmo local, desta vez comandado pelo movimento Vem pra Rua.
Pernambuco
Vestidos predominantemente de amarelo e verde, com muito apitaço, buzinaço, gritos coletivos de “fora Dilma”, “Petrolão”, “Chega de corrupção” e “Vem pra rua”, “manifestantes iniciam, neste momento, caminhada na Avenida Boa Viagem, no Recife, depous de cantarem o Hino Nacional. Um boneco gigante do juiz Sergio Moro, da Operação Lava jato e batucada integram a passeata. “Sou de classe C, não tenho carro do ano e estou aqui para dizer chega, fora Dilma”, discursou Rinaldo Silva, 38, motorista. “Isso é só o começo, quando abrirem a caixa preta do BNDES, o bicho vai pegar”. Ele falou no trio elétrico dos grupos Estado de Direito e MBL, na concentração.
O movimento Vem pra Rua não defende o impeachment da presidente e carrega na defesa da Operação Lava Jato. Para o “Resgata Brasil”, é a Lava Jato que trazer os elementos necessários para o impeachmentda presidente. Nas falações no trio elétrico e em minitrios, muitos reforçaram que nibguém ali havia recebido dinheiro para ir para a rua pedir o fim da corrupção.
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 Ceará, e acordo com o coordenador do ato que pede o impeachment da presidente Dilma, Paulo Angelim, foram 10 mil pessoas presentes na Praça Portugal.
A PM calcula 3 mil. Cerca de 100 policiais estavam de prontidão – destes, 30 na praça.

Depois de cantar o Hino Nacional, a manifestação desceu para a avenida Beira Mar.

Maranhão

A manifestação em São Luís reúne cerca de 8 mil pessoas segundo os organizadores. A Polícia ainda não forneceu dados. Durante o protesto, empresários do ramo de combustíveis anunciaram que 244 postos de gasolina vão ficar fechados na região metropolitana de São Luis, durante esta segunda-feira (16).

Alagoas

Cerca de dez mil pessoas, segundo a Policia Militar de Alagoas, participaram nesta manhã, em Maceió, do ato contra a presidente Dilma Rousseff, organizado pelo movimento Brasil Livre. Com gritos de “fora Dilma” e pedidos de impeachment, os manifestantes percorreram 3 km pela orla da capital alagoana, terminando o ato com a execução do Hino Nacional Brasileiro.

Pará

De acordo com a PM, cerca de 7 mil pessoas participaram da manifestação que pede o impeachment da Presidente Dilma, em Belém. A caminhada teve de mudar o rumo novamente, quando se notou que o trio não poderia passar. A dispersão começou a partir das 11h, quando parte dos manifestantes seguiram no bairro de Nazaré e outra parte seguiu para o Reduto, como previamente acordado.

Amazonas

Um trio elétrico e dois carros de som movimentaram a manifestação contra o governo Dilma Rousseff na manhã deste domingo em Manaus, na avenida Eduardo Ribeiro. Até as 10h, a Polícia Militar estimou a presença de 12 mil pessoas no ato. No trio, havia um rodízio de pronunciamentos diante dos presentes. Entre eles, populares, professores e até uma venezuelana, que criticava o governo de Nicolas Maduro e o comparava a presidente brasileira.

Gritos de ‘fora PT’ e ‘vem pra rua’ foram os mais entoados. Em um dos carros de som, o empresário Jonhyelson Pimentel, 42, se pronunciava pelo grupo Movimento Brasil Melhor, que pedia a intervenção militar. “Todas as opções democráticas possíveis estão se esgotando e não podemos perecer num governo que vai implantar um ditadura comunista no país”, defendeu. De baixo de chuva, os manifestantes deixaram a avenida Eduardo Ribeiro e se dirigiram a avenida Djalma Batista, uma das principais da cidade, por volta de 10h30. O ato será encerrado em um trecho na metade da via que liga ao centro da cidade.

via ISTOÉ Independente – Brasil.

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