Lava Jato: Vaccari é preso pela PF em São Paulo

Tesoureiro nacional do PT é um dos alvos da 12ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada nesta quarta-feira em São Paulo

A Polícia Federal prendeu nesta quarta-feira o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto, em São Paulo, na 12ª fase da Operação Lava Jato. Ele será levado para Curitiba (PR) por ordem do juiz federal Sérgio Moro.

Os agentes da PF também cumprem na capital paulista um mandado de busca e apreensão, um mandado de prisão temporária e um mandado de condução coercitiva. Todos os alvos serão levados para a Superintendência da PF em Curitiba (PR).

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Vaccari foi apontado por delatores do petrolão, como o ex-gerente de Serviços da Petrobras Pedro Barusco, como um operador de propinas para o PT. Em seu acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal, Barusco disse que o tesoureiro petista recebeu, em nome do partido, de 150 milhões a 200 milhões de dólares em propinas de 2003 a 2013, por meio de desvios e fraudes em contratos com a Petrobras. Barusco se comprometeu a devolver 97 milhões de dólares recebidos como suborno.

Dois empreiteiros que foram presos, Eduardo Leite (Camargo e Corrêa) e Gerson Almada (Engevix), também relataram em depoimentos à Justiça Federal que Vaccari pedia que os pagamentos de propina ao partido fossem dissimulados na forma de doações eleitorais registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Segundo Leite, Vaccari sugeriu que ele depositasse em contas de campanha cerca de 10 milhões de reais cujo repasse estava “atrasado”, em 2010.

Na semana passada, Vaccari depôs na CPI da Petrobras e negou todas as acusações feitas pelos delatores. Apesar disso, admitiu encontros com Barusco e com o diretor de Serviços da estatal Renato Duque, outro indicado do PT e do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. Duque era uma espécie de representante dos interesses do partido e de construtoras do “clube do bilhão” na Petrobras, segundo as investigações, e teve cerca de 20 milhões de euros bloqueados na Suíca. O tesoureiro petista também admitiu aos deputados na CPI que frequentou o escritório do doleiro Alberto Youssef, principal delator do petrolão. Youssef disse que mandou entregar ao tesoureiro 800.000 reais em dinheiro, em depoimento ao juiz Sérgio Moro.

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