Quadrilha clonava caminhões para desviar produtos do porto de Paranaguá


Policiais da Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas (DEDC) investigam uma quadrilha que aplica o golpe da “Placa Virada”, desviando várias cargas, em Paranaguá, no litoral. Segundo a polícia, o grupo embolsou mais de R$ 1 milhão em carregamentos. Uma das cargas, de pneus, está avaliada em R$ 700 mil.

Pelo menos cinco pessoas são suspeitas de envolvimento com o bando, entre elas a secretária de uma transportadora, informante. “Eles se aproveitam da falta de atenção, ganham a confiança dos empresários e são tão bem preparados, que se dividem em diferentes tipos de trabalho dentro da quadrilha”, disse o delegado Wallace de Oliveira Brito. Dos cinco suspeitos, um foi preso, mas a polícia não divulga os nomes, para não atrapalhar a investigação.

A quadrilha age sempre da mesma forma. De acordo com as investigações, o chefe do bando usa seu caminhão para ganhar a confiança dos donos de transportadoras. Depois, pesquisam um veículo com as mesmas características, como cor, ano de fabricação, número de eixos e clonam a placa. Continuar lendo

Anúncios

Os direitos desrespeitados no Centro Cívico


Manifestação dos servidores públicos do dia 29 de abril teve repercussão nacional. Segundo especialistas, houve excessos de todos os lados

A manifestação dos servidores públicos do último dia 29 de abril ganhou repercussão internacional depois que o Centro Cívico de Curitiba virou uma praça de guerra. O episódio traz à tona um conflito de direitos de todos os lados. Se, de um lado, os deputados estaduais tinham o direito ao trabalho para votar o projeto de lei que altera a ParanaPrevidência, de outro, os cidadãos tinham o direito de acompanhar a sessão. Se de um lado, há o direito à greve e o direito à manifestação, de outro, o Governo do Estado agiu para garantir o cumprimento de uma ordem judicial. Se todos estavam exercendo seus direitos garantidos pela Constituição Federal e no regimento interno da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), qual teria sido o motivo do episódio tomar tais proporções?

Associação de juízes defende que recurso em liberdade seja exceção e não regra


A proposta do juiz Sérgio Moro de que réus condenados por crimes graves aguardem o julgamento de recursos na prisão gera polêmica com a classe jurídica e entre parlamentares do país. O texto foi levado nesta semana pela Associação de Juízes Federais do Brasil (Ajufe) ao Congresso Nacional. A sugestão modifica quatro artigos do Código de Processo Penal e abrange crimes hediondos, de tráfico de drogas, tortura, terrorismo, corrupção ativa ou passiva, peculato e lavagem de dinheiro.

Atualmente, a regra é que condenados por esse tipo de crime em primeira instância podem recorrer em liberdade. A ideia de Moro e da Ajufe é inverter a lógica. Tornar regra a prisão dos condenados e exceção a liberdade.

Continuar lendo

Cai o secretário de segurança Fernando Francischini


Ele entregou o cargo no fim da manhã. Delegado da PF deve assumir pasta temporariamente

Balançando no cargo desde o confronto entre policiais e professores no último dia 29 de abril, o secretário de Segurança Pública, Fernando Francischini, pediu demissão no fim da manhã desta sexta-feira (8), em carta endereçada ao governador Beto Richa (PSDB). O Palácio Iguaçu informou que o delegado da Polícia Federal Wagner Mesquita de Oliveira, que comandava o setor de inteligência da Secretaria, responderá interinamente pelo comando da pasta.

Em coletiva de imprensa na última segunda-feira (4), coube a Oliveira apresentar vídeos com indícios da participação de “grupos radicais” – incluindo “black blocs” – no protesto do Centro Cívico, que atribuíram o “estopim” da crise a esses grupos. Foram apresentados diversos vídeos e fotografias que, para a secretaria, seriam “evidências” de que o confronto teria sido causado por eles. Continuar lendo