OPERAÇÃO FERRARI – PF prende 8 no PR em operação contra o tráfico internacional de drogas


Todas as prisões foram feitas em Londrina, no Norte do estado; quadrilha tinha patrimônio estimado em R$ 40 milhões pela PF

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta segunda-feira (15), em cinco estados brasileiros, uma operação para desarticular organizações ligadas ao tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. A ação da PF foi batizada de “Operação Ferrari”. Segundo o balanço divulgado pela corporação, oito pessoas foram presas ou detidas no Paraná, todas em Londrina, no Norte do estado.

A operação contou com a participação de 300 policiais federais e 28 servidores da Receita Federal, que deram cumprimento a 49 mandados judiciais, sendo 20 mandados de prisão preventiva, 22 mandados de busca e apreensão e sete mandados de condução coercitiva (quando a pessoa é levada para depor), em 15 cidades do país, nos estados do Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Bahia e Sergipe.

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OPERAÇÃO SUPERAGÜI – Gaeco faz busca e apreensão na casa do presidente do IAP


 | Jonathan Campos/Gazeta do Povo
Gaeco faz busca e apreensão na casa do presidente do IAP

MANDADOS ESTÃO SENDO CUMPRIDOS EM CURITIBA, PARANAGUÁ E JACAREZINHO; SEDE DO ÓRGÃO AMBIENTAL TAMBÉM É ALVO

A casa do presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Luiz Tarcísio Mossato Pinto, recebeu agentes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), na manhã desta segunda-feira (15), para a apreensão de documentos. Também a sede do órgão, no bairro Rebouças, e mais outros cinco pontos – em Curitiba, Paranaguá e Londrina –, inclusive nas casas de outros quatro funcionários, estão sendo visitados por policiais para a busca de provas. A ordem partiu da juíza Ariane Maria Hasemann, da 1ª Vara Criminal de Paranaguá, acatando o pedido da promotora Priscila da Mata Cavalcante. Na casa de um dos investigados, foram apreendidos R$ 649 mil (em dinheiro). Continuar lendo

A democracia se exerce à luz do dia


Por que é tão grave quando um funcionário do Itamaraty impede o acesso de um jornalista a um documento público – no caso, envolvendo as relações entre Lula e a Odebrecht

Para alguns setores do Itamaraty, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não se tornou um cidadão comum no Brasil ao deixar o poder, como é normal e razoável em países civilizados. No mês passado, o repórter de ÉPOCA Filipe Coutinho requisitou, pela Lei de Acesso à Informação, documentos públicos relativos a negócios envolvendo a empreiteira Odebrecht. São documentos que já deveriam estar disponíveis para consulta por qualquer pessoa. Pelos critérios legais, o prazo para atendimento é de 20 dias corridos, prorrogáveis por mais dez. Quando os dois prazos se esgotaram, o Itamaraty informou ao repórter que precisaria de mais dez dias úteis para atendê-lo. A justificativa era que “a consolidação dos dados demandará trabalho adicional”. Nesta sexta-feira (12), o jornal O Globo revelou a verdade: a documentação já estava pronta, mas um diplomata tentava manipular as regras para torná-la inacessível. Continuar lendo

Prisão é maior vacina contra corrupção, diz juiz que julgará Petrobras nos EUA


Quando Minerva Rodriguez teve a palavra no julgamento dos homens que haviam torturado e assassinado seu filho em Nova York, o juiz Jed Rakoff se lembrou de seu próprio irmão mais velho, morto a pauladas dentro de casa, nas Filipinas, em 1985.

“Estava praticamente em prantos quando ela falou”, conta Rakoff à BBC Brasil. “Sabia exatamente o que ela estava sentindo.”

Rodriguez esperava que os algozes de seu filho fossem executados, mas, numa decisão que reverberaria bem além daquele julgamento, Rakoff considerou que a aplicação da pena de morte era inconstitucional nos Estados Unidos.

“Foi a (decisão) mais difícil para mim, porque eu era a favor da pena de morte quando meu irmão foi assassinado”, diz o juiz, hoje responsável pela ação que tramita na Justiça americana contra a Petrobras.

A sentença acabou anulada por uma corte superior naquele mesmo ano (2002), mas sua posição faria dele uma das figuras mais destacadas no Judiciário americano.

Rakoff recebeu a BBC Brasil em sua sala na última sexta-feira com a ressalva de que não poderia falar sobre o caso da Petrobras, já que o código de conduta dos juízes os proíbe de comentar processos em curso.

A ação contra a empresa abarca todos os acionistas que compraram papéis emitidos pela companhia nos Estados Unidos entre 2010 e 2014. Segundo a acusação, a Petrobras divulgou informações falsas sobre suas operações e omitiu denúncias de corrupção, que vieram à tona com a operação Lava Jato.

Também são réus no processo 13 executivos da estatal, entre os quais seus ex-presidentes Graça Foster e José Sérgio Gabrielli, 15 bancos que coordenaram as emissões de papéis da empresa, duas subsidiárias e a consultoria PwC.

Mortos inocentados

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