Os golpes mais comuns na praça

Em tempos de internet e redes sociais, velhos golpes ganharam cara nova. Conheça as táticas mais comuns aplicadas pelos golpistas em Curitiba

Eles são antigos, mas não saem de moda. Pelo contrário, se reinventam. Os golpes aplicados por estelionatários em praças públicas invadiram nossos celulares, e-mails e redes sociais. Veja uma lista com os mais aplicados e as dicas do delegado Wallace de Oliveira Britto, da Delegacia de Estelionato e Desvio de Carga, para fugir das garras dos picaretas:

Evite o cancelamento da sua linha, ligue agora para….

A mensagem comum nos nossos smartphones simula àquela enviada pelas operadoras de telefonia quando o seu pré-pago está com créditos vencidos há muito tempo. Mas cuidado: tudo não passa de um golpe. Quando você liga, o atende pede seus dados e com eles compra, assina planos de telefone, internet e TV. “Quando você tiver necessidade de falar com sua operadora, vá direto a uma loja ou ligue você mesmo para o número disponibilizado no site da empresa. Nunca passe seus dados para esses números divulgados em SMS”, alertou Britto.

Falso Aluguel

Sites de vendas de produtos e serviços muitas vezes têm preços mais atrativos do que o comércio tradicional. Mas ali você pode estar comprando também um passaporte para um golpe. Funciona da seguinte forma: o estelionatário se passa por um interessado em um imóvel; retira a chave na imobiliária e faz uma cópia; depois publica um anúncio com um valor abaixo do mercado. Pronto, o golpe está montado. Ele leva clientes ao imóvel, pega cópias de documentos e o depósito fiança. Depois some. A dica da polícia é sempre desconfiar de propostas que não envolvam o pedido de garantias, como fiador.

Bilhete Premiado

Esse é antigo, mas não perde a majestade. Todo mês a Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas recebe uma vítima. “É um golpe tipicamente brasileiro. A pessoa acha que vai ganhar um dinheirinho fácil”, resume Britto. Segundo o delegado, as vítimas têm são geralmente idosos e apostadores da Loteria oficial. O golpista costuma escolher suas vítimas em praças públicas, próximo a Lotéricas. Ali ele já fez um jogo com os números sorteados na semana anterior. Como a pessoa não se atenta à data do jogo, ele acaba acreditando que se trata do bilhete premiado. O estelionatário então faz um preço pelo bilhete.

Golpe do Sobrinho

Você recebe um telefonema de uma pessoa se passando por seu parente em um momento de dificuldade. Geralmente esse momento está passando em uma oficina mecânica fictícia. Mas pode haver derivações. O golpista enrola à vítima a ponto dela dizer o próprio nome e aceitar depositar quantias em uma conta informada pelo interlocutor. “Não aja com emoção. Desligue e ligue para seus sobrinhos”, simplifica o delegado.

A Mulher do shopping

Golpe novo, segundo a polícia. O golpista reclama ter tido o relógio roubado, alardeia valores altíssimos como recompensa e some deixando um número de contato. Na sequência, aparece o segundo criminoso com um relógio falsificado. Ele o oferece com um valor muito abaixo da recompensa. A vítima, acreditando que irá se dar bem, compra o produto e nunca mais encontra o suposto dono. “Já ouvi que pagaram até R$ 500, acreditando que a recompensa seria de R$ 3 mil”, explica Britto.

via Os golpes mais comuns na praça | Vida e Cidadania | Gazeta do Povo.

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