O risco ambiental da expansão de áreas portuárias no Litoral


É possível levar desenvolvimento para os municípios do Litoral de forma compatível com as características naturais e culturais das comunidades locais, sem comprometer a biodiversidade e a dinâmica natural do local

Além de abrigar um dos mais importantes portos do país, o Litoral do Paraná é uma opção crescente de lazer e entretenimento para os moradores do estado. Fato comprovado nos fins de semana ensolarados e nos feriados prolongados. Mas será que essas pessoas sabem que estão adentrando uma porção do Litoral, de 80 quilômetros de extensão, que abriga um relevante patrimônio natural, além de espécies de fauna e flora características da Mata Atlântica? Isso porque a região, em conjunto com o litoral sul de São Paulo, concentra o maior remanescente contínuo de Mata Atlântica ainda bem conservado de toda a costa brasileira. Muitas espécies dependem exclusivamente desse ambiente para sobreviver.

A riqueza de biodiversidade proporcionou o desenvolvimento de pesquisas e monitoramentos com espécies no intuito de verificar seu status e buscar estratégias que garantam a conservação desse patrimônio natural. Entre elas, há mais de 15 anos o papagaio-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis), espécie endêmica da região, é monitorado. Com base nesse estudo, sabe-se que a espécie utiliza como abrigo as principais ilhas da região, locais inseridos em áreas protegidas, como o Parque Nacional do Superagui, a Estação Ecológica da Ilha do Mel e a Reserva Indígena da Cotinga.

A região de Pontal do Sul pode estar comprometida no futuro, caso um projeto portuário aliado com um conjunto de indústrias ligadas ao pré-sal se viabilize na porção de Pontal em frente à Ilha do Mel. Continuar lendo

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Crise afeta doações e cria cenário desolador para entidades beneficentes


O efeito dominó gerado pela crise econômica abalou a principal estrutura de sustentação dos espaços filantrópicos. Em todo país, entidades que dependem de donativos viram as arrecadações despencarem, ao mesmo tempo em que os gastos não param de subir, o que as obrigou a correr atrás de alternativas capazes de manter um fôlego mínimo para não desfalecerem.

Em Curitiba, a situação não é diferente. Instituições que precisam das doações para se manterem em pé falam de um cenário desolador, em que as contribuições deixaram de ser um alívio para se tornarem um desafio.

“A recusa é tanta que a gente teve que fazer um trabalho bem forte de motivação com a equipe que pede arrecadação por telefone”, conta João Henrique Castilho, responsável pelo setor de marketing da Associação Franciscana de Educação ao Cidadão Especial (Afece). As contribuições rotineiras da entidade caíram, em média, 70% desde meados do ano passado, quando a frase “não posso mais ajudar” começou a se tornar mais constante. Continuar lendo

Reforma da Previdência deve elevar tempo de contribuição para aposentadoria por idade para 20 anos


A reforma da Previdência Social também terá como foco mudanças nas aposentadorias por idade (que também exigem um número mínimo de recolhimentos ao INSS, além dos 60 anos, para mulheres, e 65, para homens). A ideia, segundo uma fonte ligada ao grupo que trata do tema, é elevar o mínimo de contribuições, neste caso, dos atuais 15 anos para 20.

A exigência para obter a aposentadoria por idade ainda poderá chegar a 25 anos de contribuição, num futuro breve. Até lá, o governo estuda criar uma regra de transição, exigindo seis meses a mais de contribuição a cada ano, ao longo de dez anos (até chegar dos 20 aos 25 anos). Se a reforma for aprovada, a regra seria modificada no ano seguinte ao da promulgação.

Supondo que a reforma seja aprovada no ano que vem, em 2018, passariam a ser necessário 20 anos e seis meses; em 2019, 21 anos; e assim por diante, até 2028 (25 anos). Continuar lendo

Lula, Delcídio e outros 5 viram réus acusados de tentar obstruir a Justiça


Eles são suspeitos de tentar comprar o silêncio de ex-diretor da Petrobras.
Denúncia foi aceita pela 10ª Vara da Justiça Federal de Brasília.

O juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara da Justiça Federal de Brasília, aceitou denúncia apresentada pelo Ministério Público e transformou em réus o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-senador Delcídio do Amaral (sem partido-MS), o ex-chefe de gabinete de Delcídio Diogo Ferreira, o banqueiro André Esteves, o advogado Edson Ribeiro, o pecuarista José Carlos Bumlai e o filho dele, Maurício Bumlai. Eles são acusados de tentar obstruir a Justiça tentando comprar o silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró.

Pouco depois da publicação desta reportagem, a TV Globo procurou a assessoria do Instituto Lula e aguardava uma manifestação.

A denúncia foi apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) no começo deste ano, mas o ministro Teori Zavascki, relator dos processos da Lava Jato na Corte, determinou que fosse enviada para a Justiça Federal de Brasília depois que Delcídio foi cassado no Senado e perdeu o foro privilegiado. Continuar lendo